quarta-feira, 27 de maio de 2020

ELIANE BRUM: Brasil sofre de fetiche da farda

Apoiadora de Bolsonaro durante manifestação contra o STF, em 9 de maio em Brasília.

Sem superar os traumas da ditadura, parte das instituições e da imprensa se comporta como refém diante do Governo militar liderado por Bolsonaro, demonstrando subserviência e alienação dos fatos. 
Para ler o texto de Eliane Brum clique aqui

Leia "Bolsonaro, síndico de um condomínio em chamas" de Bruno Lima Rocha clicando aqui

Leia "Equívocos de Marcos Nobre sobre a Frente Ampla" de Ronaldo Tadeu de Souza clicando aqui

Leia "Coronavírus e a necropolítica a brasileira: ações e inações do Estado no fomento à morte" de Flávio Tonetti clicando aqui

Leia "A cura, a vacina ou o tratamento são para todos ou são para ninguém" Entrevista com Carlos Gadelha clicando aqui

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Leia "Como enfrentar as notícias falsas sem gerar censura e violar a liberdade de expressão?" clicando aqui

Leia "Financiadores da bancada ruralista publicam anúncio em "total apoio" a Ricardo Salles" de Alceu Luís Castilho clicando aqui

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Leia "Tatuagem: não há pecado ao Sul do Equador" de Gilmara Benevides C. S. Damasceno e Cláudio Antônio Soares Damasceno clicando aqui

EUA: O sistema de admissão mais equitativo às nossas universidades de elite seria fazer uma lotaria

122 Universidade Declinio O sistema admissão mais equitativo faculdades elite é fazer uma lotaria 1

Uma lotaria poupará tempo e dinheiro a uma universidade quando confrontada com demasiados candidatos qualificados. Se os processos das admissões em Harvard nos ensina alguma coisa, é que há nos Estados Unidos mais jovens brilhantes e bem sucedidos, desejosos de uma educação de alto nível, do que lugares para os acolher. Lugares como Harvard e outras universidades de elite selecionam estudantes de um viveiro de candidatos bem qualificados, capazes de seguirem os cursos, contribuir para a vida no campus e continuar a fazer grandes coisas depois da universidade. 
Para ler o texto dprofessora associada de educação na Universidade de Harvard Natasha Warikoo clique aqui

Leia "Entre a Ciência e a cultura mundana" de Ricardo Neder clicando aqui

Leia "A pobreza extrema é um crime social" Entrevista com Frances Fox Piven clicando aqui

Leia "A desigualdade econômica está fora de controle" de Diego Rubinzal clicando aqui

Leia "Todos os vírus do marketing pop" de Moriti Neto clicando aqui

Leia "Coronavírus: como o que sabemos sobre a covid-19 mudou radicalmente em poucas semanas" clicando aqui

Leia "O que fazer para evitar ser infectado pelo coronavírus em diferentes situações" clicando aqui

Guitarrista Geoff: "Wicked Game"

Wicked Game" Guitar instrumental. - YouTube

Para assistir à interpretação de "Wicked Game" pelo Guitarrista Geoff clique no vídeo aqui

No curto prazo todos estaremos mortos: apontamentos críticos sobre o novo consenso "keynesiano"


Quando aqueles que querem acelerar o trilho da barbárie diante da pandemia afirmam que “preservar as economias implica aceitar perdas de vida”, a despeito do caráter assassino e eugenista de tal proposição, eles não deixam de expressar de forma distorcida uma “verdade”: sim, a lógica econômica de nossas sociedades, é cada vez mais a aceleração de um processo crescentemente hostil à vida. 
Para ler o texto de Daniel Feldmann clique aqui

Aquário – O Caminho de Ser Humano – Leonardo Mansinhos

Hannah Arendt: o caminho para o humano

Hannah Arendt é uma humanista. Daí sua firme oposição ao poder totalitário, que considera o indivíduo supérfluo: um corpo que pode ser destruído e uma alma suscetível a ser manipulada”, escreve o escritor e crítico literário Rafael Narbona
Para ler seu texto clique aqui

VÍDEO: Tom Foolery - Uma história sobre coronavírus

Poema que descreve mundo pós-pandemia viraliza no YouTube; assista ...

O trabalho de Tom Foolery, que reimagina nosso mundo pós-pandemia, é escrito na forma de uma história de ninar lida para uma criança.
Para assistir a esta história (3:37) clique no vídeo aqui

Uma paixão que coloca todos em risco


O preconceito é uma tendência que pode se tornar ação, quando suscitado por condições políticas propícias. 
Para ler o texto completo clique aqui

terça-feira, 26 de maio de 2020

"Tabacaria" - Fernando Pessoa

Tabacaria” é o poema de Fernando Pessoa mais citado na Internet ...


Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.

Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei -de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe? Nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...

O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem crescesses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Fernando Pessoa

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