domingo, 11 de setembro de 2011

Um 11 de setembro para se recordar


O dia de hoje já vem sendo relembrado à alguns dias. Já se passaram 10 anos dos eventos de Nova Iorque, e a profusão de documentários, especiais, manchetes, notícias celebrando "aniversário"  prolifera nas mais diversas mídias. Hoje, alguns canais de televisão dedicaram um bom tempo de sua programação, para destacar o cerimonial da morte das quase 3 mil vítimas dos dois aviões que se chocaram no World Trade Center.

Foi sim uma tragédia, não há como esconder. Mas o que incomoda é a idéia a ser vendida de que, este evento foi o maior ataque terrorista da história. É até risível pensar que, 3 mil pessoas valem mais do que as 128 mil pessoas que morreram em Hiroshima e do ataque em Nagasaki onde cerca de 40.000 dos 240.000 de seus habitantes foram mortos instantaneamente, e entre 25.000 a 60.000 ficaram feridos. Tirando os cerca de 80.000mil que morreram posteriormente, devido à complicações do envenenamento.

O que se faz curioso no caso americano, foi a afronta de um país paupérrimo, abandonado à "sorte" de fundamentalistas religiosos de um grupo restrito, os Talibãs, que, ao se verem órfãos de seu grande pai e apoiador, durante o período em que foram interessantes aos interesses norte-americanos nos confrontos da guerra fria frente à Rússia, se revoltam e atacam a maior "civilização" do ocidente.
Tal afronta abalou e atingiu em cheio a arrogância do povo americano. Esse estado de choque ficou nítido durante os dias que se seguiram aos ataques. Me lembro que percorria os canais da tv a cabo, de noticiários a programas de talk shows, e uma mesma pergunta sempre era feita pelos apresentadores e âncoras: "Por quê eles nos odeiam?", "Por quê a idéia de liberdade afronta tanto à esses fundamentalistas?". Essas perguntas foram feitas inúmeras vezes naqueles dias.

Diferentemente da reação japonesa, os norte americanos se imbuíram, e exacerbaram, ainda mais o discuro missionário, e uma nova cruzada em nome do "bem" foi feita. A "guerra ao terror" mobilizou líderes de guerra, interesses políticos e econômicos de grupos de empreenteiros e petroleiros doidos por um motivo para invadir as imensas reservas do mundo árabe, o orgulho ferido do povo americano e a necessidade de "dar o troco". Deus tomou partido e legitimava todas as atrocidades que o ex-presidente Bush fazia. Seus secretários de Estado, moldados na mais tradicional ideologia de "nos sabemos o que é melhor para o mundo", passou por cima de um suposto comitê de segurança das nações unidas (?) E investiu em uma guerra sangrenta, sobrando até para um antigo desafeto, Saddan Hussein. O filho superou o pai. Capturou, julgou e executou conforme seus interesses. Não haviam conseguido Bin Laden, se conformassem, por enquanto, com a cabeça de Hussein. Pena que não seguiram a tradição e enforcaram o inimigo público número um dos EUA em público. Ficamos apenas com um flagrante (suspeito) de seus últimos instantes.

Mas, este dia não é apenas para se lembrar dos atentados contra os Eua. Nesse mesmo dia, em 1973, os EUA patrocinaram um outro terrorismo. Neste mesmo dia, o governo norte americano autorizou os atentados ao palácio "La Moneda" no Chile, matando seu então presidente, Salvador Allende. Eles derrubaram a democracia e instauraram um fantoche sanguinário, Pinochet. Para ler mais sobre esse evento, veja aqui.

1 comentários:

inezalves 20 de setembro de 2011 15:28  

Parabéns pela aula de História moderna e pela coragem de revelar as falsas verdades. inez

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