sábado, 2 de maio de 2026

 



Os quebradores de máquinas: Ludistas



Houve um tempo,


esse tempo houve,


foi no início do século XIX;


na Inglaterra, artesãos e operários


quebraram máquinas a marteladas:


Ludistas, os “quebradores de máquinas”.



Não foi possível deter as máquinas,


mas é possível com esse tempo aprender.



A memória de Ned Ludd,


o operário que se revolta


contra o patrão e suas engrenagens,


não vai se perder,


de seu martelo nasceu o sindicalismo


e todos os direitos que vieram depois.



Simbolicamente:


– Quebremos os espelhos de silício,


rasguemos os véus da névoa programada!



Na vida real


ainda temos a rua,


o gesto, a voz


que não se dobra


ao comando sem rosto


das assombrações digitais.



Que importa o relógio dos donos do mundo


se ainda sabemos contar histórias?




Célio Turino

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