sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Cultura de crise ou crise da cultura?

É consenso que vivemos atualmente uma crise do capitalismo e de seus valores. Então, é preciso entender melhor como funciona esse sistema, suas vantagens, suas desvantagens e sua história, a fim de buscar possíveis saídas para os problemas surgidos.
O sistema capitalista nasce em oposição ao antigo sistema aristocrático no qual as pessoas eram diferenciadas por seu nascimento. No sistema antigo, poderia-se nascer nobre, rico e cheio de privilégios ou nascer plebeu e sem direitos. Dificilmente essa situação mudaria ao longo de sua vida ou na de seus descendentes.
O sistema capitalista surgiu em oposição a esse velho modelo e trouxe à tona duas noções admiráveis: o trabalho e o mérito.
Teoricamente, no sistema capitalista todos nascem com iguais condições de serem bem sucedidos. Aquele que trabalhar e produzir mais pode subir na escala social e se tornar um vencedor. O mérito é o que diferencia quem sobe e quem desce. “Vence quem trabalha duro” é um dos pilares do pensamento capitalista.
Se isso já foi verdade algum dia, hoje não é mais, e este é o principal problema da crise. O sistema se transformou, e hoje o capital conseguiu se desvincular justamente dos dois formidáveis conceitos que o sustentavam, o trabalho e o mérito.
Para ler o artigo completo de Rafael Azzi clique aqui

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

As novas temporalidades no processo de literacia e os paradoxos dos fluxos internacionais de informação

Como ter em conta as diversas temporalidades no campo pedagógico, num mundo onde a compressão do tempo parece configurar-se com uma amplitude cada vez maior? Estamos, pois, agora confrontados com novas temporalidades. No que tange á educação, uma nova dimensão temporal do processo de aprendizagem está em curso. Esta nova dimensão temporal não se refere apenas ao tempo cronológico (horários), mas a uma pluralidade de tempos que estão em jogo, conjuntamente, na educação: horário escolar, tempo da informação instrucional, tempo da apropriação personalizada de conhecimentos, tempo de leitura e estudo, tempo de auto-expressão construtiva, tempo do erro como parte da conjetura e da busca, tempo da inovação curricular criativa, tempo de gestos e interações, tempo do brinquedo e do jogo, tempo para desenvolver a auto-estima, tempo de dizer sim à vida, tempo de organizar esperanças.
Para ler o artigo completo de José de Sousa Miguel Lopes clique aqui

Chimamanda Adichie: O perigo da história única

Chimamanda Ngozi Adichie é uma escritora nigeriana. Nasceu em Abba, Nigéria, em 15 de setembro de 1977. Seu pai era professor de Estatística na Universidade da Nigéria, e sua mãe trabalhava como secretária no mesmo local. Quando completou dezenove anos, deixou a Nigéria e se mudou para os Estados Unidos da América. Depois de estudar na Universidade de Drexel, na Filadélfia, Chimamanda se transferiu para a Universidade de Connecticut. Fez estudos de escrita criativa na Universidde de Johns Hopkins de Baltimore, e mestrado de estudos africanos na Universidade de Yale. Seu primeiro livro, Purple Hibiscus (Hibisco roxo), foi publicada em 2003. O segundo livro , Half of a Yellow Sun (Meio sol amarelo), foi assim chamado em homenagem à bandeira do Biafra, e trata do antes e durante a guerra do Biafra. Foi publicada pela editora Knopf/Anchor em 2006, e ganhou o Orange Prize para ficção em 2007.
Em sua palestra Chimamanda Adiche fala sobre o perigo das histórias únicas e de como um único olhar sobre uma pessoa, um povo ou uma cultura é limitador e gera estereótipos difíceis de serem superados. Não deixe de ver sua palestra no vídeo aqui

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Brasil: um país que muda de lugar - Entrevista/Lilia Moricz Schwartz

O Brasil começa a assumir um lugar proeminente no mundo, mas suas questões nevrálgicas seguem as mesmas, embora em nova dimensão. Para entender os grandes temas do país, é preciso recuperar os ensaístas que ofereceram interpretações do Brasil nos anos 1930, mas, além disso, é preciso buscar as raízes da maneira de ser brasileira ainda mais cedo: na Primeira República e no período imperial.
Esse é o argumento da historiadora e antropóloga Lília Moritz Schwarcz, da Universidade de São Paulo. Especializada em dois temas espinhosos da formação brasileira – o racismo e o Império –, a partir de 2010 ela organizou, em parceria com o sociólogo André Botelho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, os volumes Um Enigma Chamado Brasil e Agenda Brasileira, ambos pela Companhia das Letras. Agora, é responsável pela coleção “História do Brasil Nação”, cujo primeiro volume, Crise Colonial e Independência, coordenado por Alberto da Costa e Silva, foi lançado pela editora Objetiva. A coleção é um projeto da espanhola Fundación Mapfre e tem correspondentes em outros nove países do continente. Os livros de “América Latina na História Contemporânea” terão traduções recíprocas entre português e espanhol.
Autora de As Barbas do Imperador e Retrato em Branco e Negro, a antropóloga falou ao Valorem sua casa, em São Paulo. Seu projeto mais recente, que envereda pelo início do século 20, é uma biografia do escritor Lima Barreto. Para ler a entrevista completa clique aqui

A Inquisição não existiu, é invenção dos leigos


Incrível, aterrador: o 16º capítulo da serie histórica “Jornais em Pauta”, publicada quinzenalmente pelo Valor Econômico (ver "Um atraso de três séculos"), parece ter sido montado segundo os paradigmas do Dr. Joseph Goebbels, zelosamente imitados pela Academia de Ciências da ex-URSS e inspirados no patriarca do conservadorismo e do fascismo, Joseph de Maistre (1753-1821).
A surpreendente tese: quem impediu o estabelecimento de tipografias e jornais no Brasil antes de 1808 foi a Coroa, o Estado português. Não houve censura episcopal, não houve censura inquisitorial, não houve nenhum “Rol de Livros Proibidos”, não houve Inquisição. O sanguinário aparelho repressor chamado Santo Ofício estabelecido em 1536 e mantido até 1821 em Portugal e territórios ultramarinos é pura ficção. Os cardeais-inquisidores não existiram, os comissários não tinham poder para examinar os livros que chegavam nos navios, a monarquia absolutista portuguesa era a única responsável pelo que poderia ser ensinado e difundido.
A fabricação da mentira torna-se cada vez mais sofisticada não por causa das novas tecnologias. Para ler o artigo completo de Alberto Dines clique aqui

"Kanou" - Fatoumata Diawara (Costa do Marfim)


A cantora da Cosa do Marfim, Fatoumata Diawara apresenta aqui sua primeira gravação "Kanou". Inspirada pela tradição Wassoulou, jazz e blues, Diawara criou um som muito próprio e contemporâneo, dando um toque nitidamente africano para o conceito de songwriter. Diawara combina, sem esforço, consciência social feminista com uma linha melódica surpreendente. Assista ao vídeo aqui

Fronteiras do Pensamento 2011 - Entrevista com Zygmunt Bauman

Sociólogo polonês, conhecido mundialmente por seu conceito de Modernidade líquida – em que as ideias de emancipação, individualidade, tempo/espaço, trabalho e comunidade estão propensas a mudar com rapidez e de forma imprevisível. Bauman é professor emérito de sociologia nas Universidades de Leeds (Inglaterra) e de Varsóvia (Polônia). Agraciado com o Prêmio Príncipe das Astúrias de comunicação e humanidades em 2010, tem mais de vinte obras publicadas no Brasil, dentre as quais Modernidade líquida, O mal-estar da pós-modernidade e Vidas desperdiçadas. Veja uma de suas mais recentes entrevistas no vídeo aqui

  © Blogger template 'Solitude' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP