domingo, 15 de dezembro de 2019

"Pequena elegia de setembro" - Eugénio de Andrade

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Pequena elegia de setembro

Não sei como vieste,
mas deve haver um caminho
para regressar da morte.

Estás sentada no jardim,
as mãos no regaço cheias de doçura,
os olhos pousados nas últimas rosas
dos grandes e calmos dias de setembro.

Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?

Queria falar contigo,
dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória.

Com que palavras
ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra
onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?

Deixa-te estar assim,
ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas,
e tão alheia
que nem dás por mim.


Eugénio de Andrade

Os passos de Moro rumo à presidência: como o ex-juiz pavimenta sua candidatura para 2022

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Em 2016, quando perguntado se entraria para a política, o então juiz Sergio Moro disse “Não, jamais. Jamais. Sou um homem de Justiça e, sem qualquer demérito, não sou um homem da política”. (…) não existe jamais esse risco”. Foi taxativo ao usar três vezes a palavra “jamais”. Naquela época, o seu trabalho como juiz já influenciava decisivamente o jogo político-partidário, com grampos e vazamentos ilegais que contribuíram para a derrubada do governo petista. Dois anos depois, o que “jamais” aconteceria aconteceu. O então juiz topou entrar para a política logo depois de ter vazado, às vésperas do primeiro turno, uma delação de Palocci que favoreceu a campanha de Jair Bolsonaro.
Sergio Moro será candidato à presidência em 2022. Pelo menos é o que todos os sinais indicam. Ele nega, mas como vimos acima, a sua promessa tem pouco valor. Até porque o ex-juiz tem se comportado mais como um político em campanha do que como um ministro da Justiça com perfil técnico — essa falsa imagem que ele gosta de vender. No ano em que estreou na política integrando o governo de extrema-direita, Moro continuou fazendo a mesma politicagem rasteira que fazia quando foi juiz. 
Para ler o texto de João Filho clique aqui

Leia "A conspiração do ministro Sergio Moro contra o Supremo Tribunal Federal" de Alberto Zacharias Toron, Antônio Carlos de Almeida Castrom Lenio Luiz Streck e Marco Aurélio de Carvalho clicando aqui

Leia "Lula em entrevista exclusiva: "O ódio ao PT disseminado pela mídia pariu o Bolsonaro" clicando aqui

Leia "Elite limpinha não gosta da barbárie de Bolsonaro, mas adora a de Guedes, diz Esther Solano" clicando aqui

Leia "'Brasil caminha para um futuro tóxico', diz relator da ONU sobre liberação de venenos" clicando aqui

Leia "Raízes do racismo" de Sebastião Costa clicando aqui

Leia "''Toritama é uma China com um Carnaval no meio''" de Léa Maria Aarão Reis clicando aqui

Leia ""Essa Gente", de Chico Buarque. Um escritor escreve sobre outro escritor e desgraças acontecem" de Rita Cipriano clicando aqui

Anti-globalismo global, dois lados do mesmo extremo

Bolsonaro e o professor Marco Antônio. De acordo com o próprio professor, ele não queria se assemelhar a Hitler...

“Servem pessoas como Borghezio e Bannon”. Mario Borghezio é um político italiano filiado ao partido ultradireitista Lega, deputado eleito no Parlamento Europeu, e que, em sua juventude, havia militado no movimento monarquista, se juntando àqueles que eram contrários à República italiana. Ao correr do tempo, foi parar no partido liderado pelo ex-ministro do Interior, Matteo Salvini. Já Steve Bannon dispensa apresentações: se sabe, desde a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, e a crescente influência que exerce em figuras-chave de diversos movimentos ultra-conservadores de países europeus e americanos — como a Hungria, os Estados Unidos e, claro, o Brasil —, quem é a personagem referida. 
Para ler o texto de João Covolan clique aqui

Leia "O Reino Desunido de Boris Johnson" de Antonio Lassance clicando aqui

Leia "A pirralha raivosa e os patriarcas" de Debora Diniz e Giselle Carino clicando aqui

Leia "''Mídia incendiou Bolívia com mentiras no golpe contra Evo'', afirma a comunicadora Dolores Arce" clicando aqui

"Mr. Tambourine Man" como você nunca ouviu

Resultado de imagem para The Starbugs - Mr Tambourine Man from "Kids Sing Bob Dylan"

Você simplesmente tem que ver e ouvir este grupo vocal de crianças chamado "Starbugs" cantando "Mr. Tambourine Man", um clássico de Bob Dylan. A harmonia, afinação e o talento desses jovens artistas vão embalar você com esta emocionante apresentação.
Para assisti-la clique aqui

Activismos feministas jóvenes: emergencias, actrices y luchas en América Latina / Nora Garita ... [et al.]

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El título de este libro, Activismos feministas jóvenes: emergencias, actrices y luchas en América Latina, sintetiza los elementos articuladores, la apuesta del trabajo y su programación de lectura. El primer término, “activismos”, nos sitúa de entrada en uno de los rasgos característicos de las nuevas militancias. Los movimientos sociales clásicos contaron con militancias heroicas, ligadas a los partidos políticos u organizaciones políticas; hoy día los colectivos cuentan con personas que se autodenominan “activistas” (Gohn, 2017:23). En este libro se trata de activismos particulares: aquellos de feministas jóvenes. Esto de “feministas jóvenes” no es el resultado de la sumatoria de ambos términos sino de lo que, en el contexto actual latinoamericano, significa la interseccionalidad de ser feminista/joven. 
Para ter acesso ao conteúdo do livro completo clique aqui

Fotografia surreal poderosa por Erik Johansson

Erik Johansson

Olhar para a fotografia surreal que o fotógrafo e retocador sueco Erik Johansson cria é como entrar em um mundo de sonhos distorcidos. Esse universo parece notavelmente familiar e habitável porque as imagens são habilmente manipuladas usando a fotografia composta. O poder nas obras de Johansson está em sua plausibilidade.

Erik Johansson

 
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O incrível poder do nosso cérebro de esticar (ou encolher) o tempo

Na nossa mente, o tempo não é como um rio que corre apenas em uma direção - BBC

Você já se perguntou por que o último ano passou tão rápido? Neurocientista explica o poder que o cérebro tem de manipular o tempo. Mais um ano chega ao fim... parece que foi ontem que estávamos comemorando a chegada de 2019. Passou voando, não? 
Para ler o texto de David Eagleman clique aqui

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