domingo, 5 de julho de 2020

"Timidez": Cecília Meireles

O melhor de ter 30 anos! | Rádio Alto Minho


Timidez

Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve... –
mas só esse eu não farei.
Uma palavra caída das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes...
- palavra que não direi.
Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,
- que amargamente inventei.
E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando...
e um dia me acabarei.

Cecília Meireles


ELIANE BRUM: #liberteofuturo


No manifesto #liberteofuturo, lançado neste domingo, 5 de julho, escrevemos: “Lançamos esse movimento porque não queremos ser abatidos como gado. Seja no campo ou na cidade, queremos viver como floresta ―em pé― e lutar”. Sim, queremos lutar pelo futuro do presente ―no presente. Nós, que temos nos mostrado tão competentes em imaginar o fim do mundo ―do apocalipse bíblico aos filmes de zumbi, dos vírus (que agora tivemos uma amostra) a um ataque alienígena, do domínio da inteligência artificial ao holocausto nuclear―, temos que nos tornar capazes de imaginar o fim do capitalismo. Temos que nos tornar capazes, principalmente, de imaginar um futuro onde possamos e queiramos viver. Imaginar é ação política. Imaginar é instrumento de resistência. Imaginar o futuro já é começar a criar o presente. 
Para ler o texto de Eliane Brum clique aqui

Leia "Bolsonaro de focinheira é tão nefasto quanto o que late alto" de Marcos Coimbra clicando aqui

Leia "Rachadinha é miniatura do velho patrimonialismo" de Josias de Souza clicando aqui

Leia "A nova cara de Jair Bolsonaro" de João Feres Júnior clicando aqui

Leia "Moro e Dallagnol, cônsules dos EUA" de Jeferson Miola clicando aqui

Leia "O novo Ministro da Educação será um desastre" de João Filho clicando aqui

Hospício


O caos documentado no livro 'The Room Where It Happened' , de John Bolton, sem humor, e no qual o mau humor fatalmente aparece, permite chamar a Casa Branca, sem exagero algum, de um verdadeiro hospício. 
Para ler o texto de Mario Vargas Llosa clique aqui

Leia "Lugar de mulher é na revolução" de Ingrid Sharp e Corinne Painter clicando aqui

Leia "Os fundamentos da especulação" de Francisco Teixeira clicando aqui

Leia "Quando a pandemia entra em cena" de Luiz Marques clicando aqui

Leia "Zoológicos humanos, racismo disfarçado de ciência para as massas no século XIX" de Naiara Galarraga Gortázar clicando aqui


Ed Sheeran & Andrea Bocelli: "Perfect Symphony"

Perfect Symphony: Versão de Perfect de Ed Sheeran e Andrea Bocelli

Maior dueto da atualidade. A mesma música com dois tons de voz em duas línguas diferentes. O apaixonante Andrea Bocelli no estúdio da sua residência, aparecendo também sua esposa e filhos e o cantor Ed Sheeran.
Assista à interpretação de “Perfect Symphony” nas vozes de Andrea Bocelli (lendo em braille) e Ed Sheeran clicando aqui

Pós-colonialismo e pós-holocausto: o "caso" Mbembe

Achille Mbembe | 2015 | Heike Huslage-Koch/CC BY-SA (wikimedia commons)

O universo mediático alemão tem sido agitado nos últimos meses por uma controvérsia que parece não ter encontrado grande repercussão fora da Alemanha, mas merece atenção pelo seu carácter sintomático. A história conta-se em poucas palavras. De origem camaronesa, professor da Universidade de Witwatersrand, Achille Mbembe é autor de obras bem conhecidas e extremamente influentes no âmbito da mais recente reflexão pós-colonial, como Crítica da Razão Negra ou Políticas da Inimizade. O seu conceito de “necropolítica”, isto é, do uso do poder social e político para decidir quem pode ser potencialmente exposto ao risco de morte por formas de exclusão e de condenação a condições de vida precárias, entrou decididamente no vocabulário da teoria contemporânea. A sua obra tem sido amplamente discutida na Europa, incluindo na Alemanha, onde lhe foi atribuído, em 2015, o importante Prêmio Irmãos Scholl, entre outros prêmios prestigiados como o Prêmio Ernst Bloch. 
Para ler o texto de Antonio Sousa Ribeiro clique aqui

Antoni Aguiló: "Falta de amor" & "Protesto social e o novo normal"

Pasteles de jejjibre con forma de corazón en una tienda en Munich. REUTERS/Andreas Gebert

Em O desconforto na cultura , Freud argumentou que a sociedade européia do início do século XX era uma sociedade reprimida e repressiva. Suprimida por praticar um moralismo hipócrita baseado na inibição sexual e afetiva. É repressivo porque criou uma mentalidade e códigos de conduta que visam monitorar e punir a satisfação de impulsos eróticos além da norma estabelecida. No entanto, nos últimos tempos, a sociedade reprimida foi transformada em uma sociedade hipersexualizada, onde o amor e o sexo se tornaram produtos descartáveis ​​para consumo em massa. 
Para ler o texto de Antoni Aguiló clique aqui

Um mundo em colapso - ISTOÉ DINHEIRO

Protesto social e o novo normal

O que começou como uma medida básica para achatar a curva de contágio (além de um ato de solidariedade com profissionais de saúde e grupos de risco) tornou-se um novo padrão de socialização. A OMS recomenda manter uma distância mínima de um metro entre as pessoas. A mensagem é simples: quanto mais nos isolamos fisicamente dos outros, mais rápido isso terminará. Em outras palavras, o distanciamento interpessoal é o melhor para todos.
Para ler o texto de Antoni Aguiló clique aqui

Como a tecnologia literalmente muda nossos cérebros


Em 1964, o filósofo canadense Marshall McLuhan publicou sua obra Entendendo a mídia: as extensões do homem. Nele, ele escreve: “No longo prazo, o conteúdo de um meio é menos importante que o próprio meio, influenciando a maneira como pensamos e agimos”. Ou, de forma mais simples: "A mídia trabalha sua mágica ou malícia no próprio sistema nervoso". Essa ideia de que as tecnologias de mídia em que confiamos nos remodelam em um nível cognitivo fundamental está no centro do livro de Nicholas Carr, 2010, de Shallows: O que a Internet está fazendo em nossos cérebros. Um mundo definido pelas tradições orais é mais social, não estruturado e multissensorial; um mundo definido pela palavra escrita é mais individualista, disciplinado e hipervisual. Um mundo definido por mensagens de texto, rolagem e feedback social é viciado em estímulos, constantemente formando e afirmando expressões de identidade, acostumadas a ondas de informações. 
Para ler o texto de Ezra Klein clique aqui


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