quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Caio Fernando Abreu: "Um café e um amor… Quentes, por favor!"

Desejos Vis: Um café e um Amor. Quentes, por favor


Um café e um amor… Quentes, por favor!

Um café e um amor… Quentes, por favor!
Sem excessos de doçura ou amargura.
Forte
Doce…
Que ambos façam meu coração acelerar.
Que me mantenham vivo.

Um café e um amor… Quentes, por favor!
E que de nenhum deles eu sofra de vício,
Mas que de ambos,
Eu possa me dar ao luxo do hábito


Um café e um amor… Quentes por favor!
Pra ter calma nos dias frios.
Pra dar colo
Quando as coisas estiverem por um fio.

E que eles nunca tenham gosto de ontem
Nem anseiem pelo amanhã
Que me façam feliz nesse agora,
Que me abracem pela manhã. 

Caio Fernando Abreu

Vou intervir! O dia em que Bolsonaro decidiu mandar tropas para o Supremo

Bolsonaro, cavalgando em Brasília, nove dias depois da reunião do golpe: ao explicar como se inicia uma ditadura, Zero Três disse que é fundamental “dissolver a Suprema Corte”

A temperatura em Brasília não passou de 27ºC naquela sexta-feira, mas o ambiente estava tórrido no gabinete presidencial, no Palácio do Planalto. Ainda pela manhã, Jair Bolsonaro fora informado que o ministro Celso de Mello, o decano do Supremo Tribunal Federal, consultara a Procuradoria-Geral da República para saber se deveria ou não mandar apreender o celular do presidente e do seu filho Carlos Bolsonaro. Era uma formalidade de rotina, decorrente de uma notícia-crime apresentada por três partidos, mas a mera possibilidade de que seu celular viesse a ser apreendido deixou Bolsonaro transtornado. No seu gabinete, a reunião das 9 horas começou com um pequeno atraso. Estavam presentes dois generais: o ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, e o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. O terceiro general a participar do encontro, Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, achando que aquele 22 de maio de 2020 seria um dia tranquilo, marcara uma consulta médica na parte da manhã. Foi o último a chegar à reunião. Agitado, entre xingamentos e palavrões, o presidente saiu logo anunciando sua decisão:
– Vou intervir! – disse.
Bolsonaro queria mandar tropas para o Supremo porque os magistrados, na sua opinião, estavam passando dos limites em suas decisões e achincalhando sua autoridade. Na sua cabeça, ao chegar no STF, os militares destituiriam os atuais onze ministros. 
Para ler o texto de Monica Gugliano clique aqui

Leia "Bolsonaro, o favorito?" de Cesar Zucco clicando aqui

Leia "O que é Foro de São Paulo e por que ele gera tanta polêmica e teorias conspiratórias?" de Mariane Barbosa clicando aqui

Leia "Desmoralização da política e dos políticos é técnica para manter governo de ocupação" de Paulo Cannabrava Filho clicando aqui

Leia "Rodrigo Maia quer jogar bola sem sujar a roupinha de marinheiro que mamãe lavou" de Denise Assis clicando aqui

Leia "Esplanada da Morte (V) - Por que Ricardo Salles e sua "boiada" continuam passando?" de Sarah Fernandes clicando aqui

Leia "Como o movimento antivacina pode atrapalhar o sonho de um mundo pós-pandemia" Entrevista com Hugo Fernandes-Ferreira clicando aqui

Leia "S.O.S urgente: A Cultura do Brasil está sendo asfixiada" de Léa Maria Aarão Reis clicando aqui

Leia "Ideologia, consumo e lazer" de Rubens Pinto Lyra clicando aqui

Leia "Breque dos Apps é um freio coletivo na uberização e na degradação e exploração do trabalho" Entrevista com Ludmila Abilio clicando aqui

Jones Manoel: "Precisamos normalizar a radicalidade e popularizar o marxismo"

Jones Manoel: “Quero socializar o conhecimento sobre nomes fundamentais do pensamento crítico e da luta popular”

O historiador e youtuber Jones Manoel estreia, nesta quarta-feira 05 às 18h, a coluna “Manual do Jones” no canal de CartaCapital no Youtube. Nascido e criado na Favela da Borborema, em Recife, Jones ganhou fama na internet ao falar sobre marxismo e educação popular. 
Para ler sua entrevista clique aqui


Os Olhos Negros de Toni: homenagem a Toni Morrison um ano após a sua morte

Toni Morrison

Não se pode dizer que Toni Morrison seja uma desconhecida em Portugal. Mas será verdadeiramente conhecida? Sabemos que os seus textos, politicamente tão duros, são traduzidos sem que se estabeleça ligação com os debates atuais sobre o racismo e o sexismo ou com o mundo literário afrodescendente. Indicativo disso são as sinopses em que se assiste a um quase esvaziamento das relações de poder – de classe, raça e gênero – e do peso da história, numa terraplanagem que quase coloca a sua obra na categoria de romance “delicodoce”. Mas, então, quem são as leitoras e leitores dos seus livros?
Para ler o texto de Cristina Roldão clique aqui


Leia "Será que as mulheres voltarão a pagar pela crise?" de Fanny Gallot clicando aqui

Leia "Investigação sobre o fim do "sonho americano"" de Eleutério F. S. Prado clicando aqui

Leia "Saúde mental, a eterna "loucura" do capitalismo" de Eduardo Camín clicando aqui

Leia "As tecnologias digitais têm poder de decisão em nossas vidas" Entrevista com Éric Sadin clicando aqui

Leia "Outras Cartografias: Mundo em Luto" de Igor Venceslau clicando aqui

Perpetuum Jazzile - "ABBA Greatest Hits"

Perpetuum Jazzile - ABBA Greatest Hits

“Perpetuum Jazzile” é um grupo vocal “XXL” da Eslovénia, majoritariamente de versões a cappella, fundado em 1983. Desde sempre os elementos do grupo foram cantores de ambos os sexos. Em 2013 havia 41 intérpretes dos quais 24 eram femininos e 17 masculinos. “Medley ABBA Greatest Hits” é uma homenagem de “Perpetuum Jazzile” à banda sueca “ABBA”. Para assistir à interpretação de:
  • Gimme Gimme Gimme
  • Mamma Mia
  • Lay all your love on me
  • Dancing Queen
  • Thank you for the music

 clique no video aqui


Pandemia crítica: 136 textos imperdíveis

O exercício do raciocínio crítico em tempos de pandemia – Justificando

A série pandemia crítica durou quatro meses. O objetivo era explorar como esse evento mundial nos chega, perturba, chacoalha e abre brechas. (...) Cumprimos plenamente tal objetivo. Essa plataforma virou um espaço de debate e crítica de altíssimo nível, alternando as mais diversas perspectivas, vozes, proveniências (...) Foram ao todo 136 textos, um por dia.

Autorias na "pandemia crítica" (na ordem de publicação):

José Gil (…) Franco Bifo Berardi (…) Vladimir Safatle (…) Denise Bernuzzi de Sant’Anna (…) Paul B. Preciado (…) Bruno Latour (…) Jean Luc Nancy (…) Maria Cristina Franco Ferraz (…) Brian Massumi (…) I (…) Stella Senra (…) Danichi Hausen Mizoguchi (…) Eduardo Passos (…) Maurizio Lazzarato (…) Jerôme Baschet (…) Acácio Augusto (…) Christine Greiner (…) Achille Mbembe (…) Emanuele Coccia (…) coletivo Chuang (…) Clara Barzaghi (…) Jonnefer Barbosa (…) Camila Jourdan (…) Bob Wallace (…) Alex Liebman (…) Luis Fernando Chaves (…) Rodrick Wallace (…) Bruce Albert (…) Eduardo Pellejero (…) Tatiana Nascimento (…) Francisco Ortega (…) Michael Orsini (…) Alana Moraes (…) Evando Nascimento (…) Fabián Ludueña Romandi (…) Antonio Negri (…) Durval Muniz de Albuquerque Júnior (…) Lelê Teles (…) Ailton Krenak (…) Jacques Rancière (…) Juliana Fausto (…) Sabrina Sedlmayer (…) Judith Butler (…) Vinicius Honesko (…) Salvador Schavelzon (…) Zé Celso (…) Eduardo Maretti (…) Carmen Silva (…) Daniel Defert (…) Fréderic Keck (…) abigail Campos Leal (…) Nina DeLudeman (…) Roberto Calazans (…) Christiane Matozinho (…) Eyal Weizman (…) Alberto Martins (…) Fred Moten (…) Stefano Harney (…) Silvia Federici (…) Yuk Hui (…) Pâmela Carvalho (…) Manuela Samir (…)  Maciel Salman (…) Amirah Adnan Salman (…) Samir Salman (…) Marina Guzzo (…) Fátima Lima (…) Renan Marcondes (…) Roberto Esposito (…) Daniela Lima (…) Kay Sara (…) Eduardo Viveiros de Castro (…) Rafael Guimarães (…) Moacir dos Anjos (…) David Cayley (…) Jânderson Albino Coswosk (…) Philippe Descola (…) Murilo Duarte Costa Corrêa (…) Tania Rivera (…) Virginie Despentes (…) Ferréz (…) Michael Löwy (…) Caio Souto (…) Fernando Gimbo (…) Déborah Danowski (…) Giorgio Agamben (…) João Marcelo de O. Cezar (…) Andreza Jorge (…) Divya Dwivedi (…) Shaj Mohan (…) Giselle Beiguelman (…) Henry Burnett (…) Bru Pereira (…) Paul Mattick Jr (…) Bruna Moraes Battistelli (…) Dodi Leal (…) Helga Fernández (…) Victoria Larossa (…) Macarena Trigo (…) Felipe Milanez (…) Samuel Vida (…) Tales Ab’Saber (…) Ghassan Hage (…) David Le Breton (…) Renato Noguera (…) Sam Mickey (…) Marcio Costa (…) Bernard Harcourt (…) Hilan Bensusan (…) Luiz Marques (…) John Rajchman (…) José Fernando Peixoto de Azevedo (…) Jorge Vasconcelos (…) Raoul Peck (…) Mauricio Pitta (…) André Lepecki (…) Davi Kopenawa (…) James Baldwin (…) Nicole Xavier Meireles (…) Iasmin Martins (…) João Gabriel da Silva Ascenso (…) Diego Reis (…) Nurit Bensusan (…) Stéphane Hervé (…) Luca Scalza (…) Mariah Rafaela Silva (…) Tadeu de Paula Souza (…)  Rodrigo Turin (…) Antonin Wiser (…) Ana Kiffer (…) Ursula K. Le Guin (…) João Perci Schiavon (…) Ernani Chaves (…) Franco Bifo Berardi (…) Georges Didi-Huberman (…) Frederico Benevides  (…). Grifos meus.

A noite promete ser mais longa
do que parecia.
Mas nossos vagalumes continuarão voltejando céu afora.
Seguimos.
(Peter Pál Pelbart e Ricardo Muniz Fernandes
editores
)

Todos os 136 textos estão disponíveis online aqui

Giorgio Agamben: "Requiem para os estudantes"

Giorgio Agamben - Community | Facebook

Como havíamos previsto, as aulas nas universidades a partir do próximo semestre serão on-line. Aquilo que para um observador atento já era evidente, a saber, que a assim chamada "pandemia" seria usada como pretexto para difusão cada vez mais invasiva das tecnologias digitais, foi plenamente realizado. 
Para ler o texto de Giorgio Agamben clique aqui

Moçambique - A Frelimo e seus apoiantes podem continuar a lucrar com a maldição dos recursos e com um Estado falido?

Joseph Hanlon diz que é impossível saber o resultado real das ...

Para ler o texto de Joe Hanlon clique aqui


Moçambique - Deixem-me poupar a pouca indignação que me sobra

Co'Licença

Para ler o texto de Juba Aiuba clique aqui




  © Blogger template 'Solitude' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP