sábado, 14 de dezembro de 2019

"Penélope" - David Mourão-Ferreira

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Penélope

Mais do que um sonho: comoção!
sinto-me tonto, enternecido,
quando, de noite, as minhas mãos
são o teu único vestido.

e recompões com essa veste,
que eu, sem saber, tinha tecido,
todo o pudor que desfizeste
como uma teia sem sentido;
todo o pudor que desfizeste
a meu pedido.

mas nesse manto que desfias,
e que depois voltas a pôr,
eu reconheço os melhores dias
do nosso amor.

David Mourão-Ferreira

Filme: Histórias da Fome no Brasil

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Histórias da Fome no Brasil” mostra uma cronologia da fome no país. Do Brasil Colônia, onde foram plantadas as sementes das desigualdades sociais, até as políticas públicas recentes que culminaram na saída do Brasil, em 2014, do Mapa da Fome divulgado pela ONU, retratamos como se deu o enfrentamento deste mal por parte da sociedade e do governo. A importância da superação da fome pode ser dimensionada quando consideramos que este flagelo perdurou durante séculos em nosso país e que até recentemente não se vislumbrava a história da crença de que ela era uma fatalidade que nunca reverteríamos, o filme nos aponta o pensamento daqueles que “nadaram contra a corrente”, como Josué de Castro, Dom Helder, Betinho e tantos outros, que acreditaram que a fome era um mal reversível, ocasionada pelos próprios homens e suas políticas.
Para ver o filme clique aqui


A esquerda latino-americana precisa dar uma resposta sobre a Amazônia: será que ela consegue rejeitar petróleo, pecuária e mineração?


O capítulo da história da América Latina que teve início em 1998 com celebrações na Venezuela terminou com um golpe e violência na Bolívia. Como ocorre com todas as ondas, a “maré rosa” recua para revelar um terreno transformado. O cenário do movimento de esquerda que produziu governos socialistas variados em uma dúzia de países está quebrado e desiludido. As Américas Central e do Sul enfrentam uma direita ressurgente e o retorno da austeridade, muitas vezes por meio de ataques com gás lacrimogêneo. Esse estado de desordem marca também o terreno literal do continente: as florestas e montanhas foram abertas e rasgadas, seus minerais e hidrocarbonetos enviados para portos e embarcados para o exterior em nome de um projeto socialista cujas realizações se mostraram frágeis, temporárias e superficiais. 
Para ler o texto de Alexander Zaitchik clique aqui

Leia "David Hume: pensamento natural e confortável" de Jane O'grady clicando aqui

Leia "Como a atmosfera da Terra se encheu de oxigênio" de Daniel Mediavilla clicando aqui

Leia "Emma Becker: "Os homens que pagam por sexo têm medo das mulheres"" clicando aqui

Leia "'O Efeito Ferrante': Na Itália, As Escritoras São Ascendentes" de Ana Momigliano clicando aqui

De Ariana para Dionísio: 10 poemas de Hilda Hilst musicados por Zeca Baleiro


Júbilo, memória, noviciado da paixão é um livro de poesia de Hilda Hilst publicado em 1974. Seu retorno à poesia depois de se aventurar pela prosa, essa coletânea carrega a lírica devocional que lhe é tão familiar. Em Júbilo, a poeta dialoga bastante com forma tradicional das cantigas ibéricas, seja se aproximando ou desviando de sua tradição.
O livro pediu atenção do músico Zeca Baleiro, que recebeu uma proposta da poeta jauense para trabalharem juntos. De Júbilo, foram escolhidos os poemas sob o título de Ode descontínua e remota para flauta e oboé. De Ariana para Dionísio para comporem um álbum musical lançado em 2005, um ano depois da morte da autora. As canções ainda foram interpretadas por artistas nacionais como Maria Bethânia, Zélia Duncan e Jussara Silveira, entre outras.
Confira os poemas originais musicados por Baleiro e suas respectivas interpretações clicando aqui

Brasil e Portugal: Vozes da resistência em dois documentários

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Documentário curta-metragem construído a partir dos relatos dos depoimentos de resistentes políticos durante o regime militar no Brasil, o filme conta algumas daquelas muitas histórias que estiveram escondidas no subterrâneo da história oficial.
Para assistir ao documentário clique no vídeo aqui



A vida incrível do arqueólogo e resistente antifascista Cláudio Torres. Insubmisso, contestatário, frontal, criativo, obstinado e sempre revolucionário, Cláudio Torres foi preso ainda na faculdade pela PIDE, por pertencer ao Partido Comunista Português. Suportou com estoicismo os interrogatórios, a tortura, a prisão, uma fuga mítica num barquinho de recreio e o longo exílio, que o levaria da miséria em Marrocos à constatação, na Roménia de Ceausescu, das contradições políticas, da repressão e do subdesenvolvimento dos países comunistas.
Para ler o texto de Rogério Gomes clique aqui e para assistir ao documentário clique aqui


"Para aprender a fazer cinema basta uma semana", diz Werner Herzog

Cineasta alemão Werner Herzog

O diretor alemão de 77 anos, considerado um visionário, é agraciado com o Prêmio do Cinema Europeu pelo conjunto de sua obra. Em entrevista à DW, ele fala sobre cinema e sua reputação de retratar extremos. 
Para ler sua entrevista clique aqui

Cena de "O Piano"

Leia "Os 100 melhores filmes dirigidos por mulheres" de Hanuska Bertoia clicando aqui e aqui

Nesta década, a vida se digitalizou, mas várias tecnologias e avanços são ainda promessas


Quando o assunto é previsão de futuro, a galera da tecnologia tem uma imaginação fértil e um otimismo quase descabido. Será que o futuro idealizado em 2010 realmente chegou agora? Expectativa e realidade ficaram bem longe. 
Para ler o texto de Jacqueline Lafloufa clique aqui

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