quarta-feira, 15 de julho de 2020

"Traduzir-se" - Ferreira Gullar

TRADUZIR-SE | andrea-barbour


Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?

Ferreira Gullar


Adriana Calcanhotto - Traduzir-Se - YouTube

Para assistir à interpretação de "Traduzir-se" na voz de Adriana Calcanhoto clique no vídeo aqui

"A reação do Brasil à crise tem sido desastrosa", comenta o economista Branko Milanovic

Roda Viva: "A reação do Brasil à crise tem sido desastrosa ...

O Roda Vivada TV Cultura, desta segunda-feira (13/07), recebeu o sérvio-norte-americano, Branko MilanovicFormado em Economia, com PHD pela Universidade de Belgrado, na Sérvia, foi economista chefe do Departamento de Pesquisas do Banco Mundial e também lecionou nas universidades de Maryland, Johns Hopkins e London School of Economics. Atualmente, é professor da Universidade da Cidade de Nova York. Um dos mais respeitados estudiosos do tema da desigualdade social, Milanovic afirma que a pandemia do coronavírus, expôs de maneira mais clara, o desequilíbrio existente em todo o mundo. Ele defende a implementação de programas de renda mínima, que atendam as classes menos favorecidas. Mas destaca a importância de uma profunda reforma no setor educacional, para permitir a criação de escolas públicas de qualidade, que assegurem melhores oportunidades às crianças de baixa renda.
Ele falou sobre os impactos da pandemia da Covid-19 no Brasil e classificou como 'desastrosa' a maneira como o governo do país vem lidando com a situação. "Acho que é uma reação desastrosa. O número de vítimas, a falta de organização, o desejo de minimizar a ameaça da pandemia e a crença de que, minimizando-a, de alguma forma ela irá embora, são reações realmente muito ruins", enfatizou o economista que, ainda comparou a situação com a enfrentada pelos Estados Unidos. "O caso dos EUA é até mais dramático", disse. Milanovic ressaltou que, mesmo sendo um dos principais polos de produção tecnológica do mundo e um grande centro de desenvolvimento para estudos sobre saúde pública, os Estados Unidos não se demonstraram preparados para lidar com a situação acarretada pela disseminação do vírus. "Nós vimos o fracasso total da esfera acadêmica, da esfera política, da esfera da saúde. Basicamente, no caso dos Estados Unidos, um fracasso total", avaliou.
Assista ao trecho do Roda Viva clicando aqui
  
Assista à íntegra da entrevista com o economista Branko Milanovic clicando aqui

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Manuela Carmena: "A extrema direita é o vírus da democracia"

Manuela Carmena, ex-prefeita de Madri e autora do livro 'Para quem vem', está comprometida com o futuro da mulher na sociedade.  / FOTO: JAIRO VARGAS

Manuela Carmena (Madri, 1944) quer inspirar os jovens a mudarem a sociedade, por isso seu livro é intitulado Àqueles que vêm (Aguilar), embora sua experiência - aquela que o veterano que abraça farinha, água e sal para assar um pão novo - também é dirigido a seus pares e a todos os cidadãos. 
Advogada trabalhista, juíza emérita, membro do Conselho Geral do Judiciário, empresária solidária, prefeita de Madri, tecelã de roupas sociais e, agora, escritora, embora, no momento da entrevista, aprecie seus outros prazeres: ler artigos de Clara Campoamor à sombra de um limoeiro. 
Para ler sua entrevista clique aqui

Leia "Erradicar a pobreza: do sonho ao pesadelo" de Sergio Ferrari clicando aqui

Leia "Depois do Covid-19: e se a semana de 4 dias impulsionar a economia?" de Morgane Russeil-Salvan clicando aqui

Leia "'Tecnolatria' ou o perigo de pensar que só a inovação nos salvará da crise climática" de Alejandro Tena clicando aqui

Leia "O meteoro" de Arthur Bueno clicando aqui

Leia "Contradições entre capital e cuidado" de Nancy Fraser clicando aqui

Leia "Covid-19: como a Suécia fez tudo errado" de Mary Harris clicando aqui

Leia "Evo Morales: rastro de sangue até Washington" clicando aqui

Leia "O naturalismo moderno como (des)razão" de Ricardo Neder clicando aqui

Leia "Depois da tempestade" de Allan M. Hillani clicando aqui

Leia "Uma estranha saúde: sobre a literatura e o contágio" de Artur de Vargas Giorgi clicando aqui


A voz incrível de Aldrich Lloyd Talonding interpretando lindamente "Rooftops"

Youtube Sensation Aldrich Lloyd Talonding and James Walter Bucong ...

Quem é essa criança com uma voz tão incrível? Seu nome é Aldrich Lloyd Talonding tendo ao seu lado, tocando guitarra, James Walter Bucong. Ambos são de General Santos, Filipinas. Sua voz tem um tom incrivelmente apaixonado, mas inocente, agradável de ouvir.
Para assistir à interpretação de "Rooftops" clique no vídeo aqui

Dossiê | Walter Benjamin, cultura e crítica em tempos de novas barbáries

Dossiê | Walter Benjamin, cultura e crítica em tempos de novas barbáries

Walter Benjamin como caixa-preta do século 20. É impossível pensá-lo sem imagens num trágico momento de derrotas das formas dialógicas e, por isso, solidárias da experiência. A caixa-preta nos parece um duplo signo: um campo a ser prospectado no movimento de “decifragem” de enigmas (fantasmagorias) e ao mesmo tempo um guardador de memórias e sentidos de uma temporalidade. 
Para ler o texto de Eduardo Rebuá clique aqui


A revolução é o freio de emergência - atualidade político-ecológica de Walter Benjamin

Walter Benjamin foi um dos raros marxistas a propor, antes de 1945, uma crítica radical ao conceito de “exploração da natureza” e sua relação “criminosa” com a civilização capitalista. Desde 1928, na obra Rua de mão única, Benjamin denuncia a ideia de dominação da natureza como um discurso “imperialista” e propõe uma nova definição da técnica como “domínio das relações entre natureza e humanidade”. 
Para ler o texto de Michael Lowi clique aqui

Naomi Klein: ''Não temos que aceitar voltar ao status quo pré-Covid piorado''

Naomi: ''O vírus nos forçou a pensar em interdependências e relacionamentos'' (Adrienne Grunwald/The Guardian)

Com que tipo de mundo a crise do coronavírus nos deixará? Entrevistada para um evento do Guardian Live, a ativista e autora insiste que o clima, a igualdade e a justiça devem estar no centro da recuperação pós-pandemia. 
Para ler a entrevista de Naomi Klein clique aqui

A revolução de extrema direita estava aguardando uma oportunidade. Ela chegou

Membros do chamado movimento Boogaloo participam de um protesto contra o lockdown para a covid-19, em 18 de abril de 2020, na sede do governo estadual em Concord, New Hampshire.

Nessa altura dos acontecimentos, virou um padrão do humor ácido dizer que 2020 foi o ano em que os Quatro Cavaleiros do Apocalipse parecem ter decidido baixar nos Estados Unidos. Mas, mesmo antes dos temores por guerra, pestilência e colapso econômico começarem a ganhar forma, já era possível observar sintomas mórbidos se espalhando pelas extremidades do corpo político. O sinal mais forte de uma doença social iminente foi o renascimento e a disseminação de ideologias extremistas — crenças que, há não muito tempo, eram rejeitadas pelo triunfalismo progressista como meras relíquias da memória histórica. 
Para ler o texto de Murtaza Hussain clique aqui

Informamos que sua morte é muito rentável - Instituto Humanitas ...

Informamos que sua morte é muito rentável 

“Imagine que nosso principal motivo para voltar ao trabalho fosse fabricar e produzir as coisas que as pessoas realmente precisam para viver uma vida plena, em vez de simplesmente fazer nossa parte para manter os ricos protegidos e a salvo do resto de nós. Isso, sim, é pensar positivo”, escreve Douglas Rushkoff
Para ler o texto de Douglas Rushkoss clique aqui

 

A força-tarefa Sanders-Biden e o desastre da ''revolução política'' de Sanders

Com a revelação das propostas da "força-tarefa conjunta" de Bernie Sanders e Joe Biden para a plataforma do Partido Democrata de 2020, Sanders colocou o prego final no caixão de sua chamada "revolução política". 
Para ler o texto de Genevieve Leigh clique aqui

 

Levantes e abolição: Angela Davis sobre construção de movimentos, corte de verbas da polícia e para onde vamos agora 

Enquanto o levante nacional contra a brutalidade policial e o racismo continua a ferver a nação e o mundo, derrubando estátuas da Confederação e forçando reconhecimento das prefeituras e nas ruas, o presidente Trump defendeu o aparato de segurança na quinta-feira, descartando pedidos crescentes por cortes no financiamento policial. 
Para ler a entrevista com Angela Davis clique aqui


Ao rechaçar realidade da pandemia, Trump perde confiança de Wall Street e estados-chave

Segundo o Washington Post, o atual presidente dos EUA já conseguiu emitir mais de 20.000 mentiras, falsidades e enganos desde que iniciou seu mandato. 
Para ler o texto de David Brooks clique aqui

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