segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

"Amor e seu tempo" - Carlos Drummond de Andrade

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Amor e seu tempo

Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.

É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe

valendo a pena e o preço do terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.

Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.

Carlos Drummond de Andrade

O dia em que me perguntaram se deveriam me saudar com um gesto nazista

O presidente Jair Bolsonaro acompanhado dos secretários Jorge Seif (Pesca) e Roberto Alvim (Cultura) - Reprodução/Facebook

No meu bairro, todos se conhecem. Ou quase. Um lugar pacato. Para alguns, um lugar chato. No correio ou no açougue, perguntam como vai a família, se meu pai já se recuperou ou se acho que Neymar voltará ao Barcelona. À beira dos Alpes suíços e na fronteira com a França, fala-se também da perspectiva de neve, de histórias nem sempre verdadeiras sobre vizinhos ou dos planos para o ano. Mas, neste fim de semana, algo diferente ocorreu. Ao entrar na mesma padaria de sempre e chegar ao caixa, a senhora que ali trabalha há anos me sorriu de forma irônica e, antes que eu dissesse qualquer coisa, perguntou: "temos de saudar um brasileiro agora com gesto nazista"
Para ler o  texto de Jamil Chade clique aqui

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Irã. A história política do país persa, xiita e anti-imperialista

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O assassinato do general iraniano Qassem Soleimani, em Bagdá, no Iraque, acendeu o alerta de uma nova guerra em grandes proporções. O Irã tornou-se protagonista das notícias pelo mundo, suas respostas controversas, de ataques às bases estadunidenses no Iraque e a derrubada por engano de um avião civil ucraniano que causou a morte de 176 pessoas, acentuaram a instabilidade no Oriente Médio. Para entender a história e a conjuntura política do país, conversamos com Bruno Lima Rocha, doutor e mestre em ciência política e professor nos cursos de relações internacionais, jornalismo e direito da Unisinos, e Luiza Cerioli, doutoranda no Departamento de Política Internacional no Centro de Estudos do Oriente Médio e da Universidade de Marburg, Alemanha. 
Para ler o texto completo clique aqui

Para onde vamos?

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Que geleira tem que ainda derreter/ Pra quebrar a pedra de gelo que tem no peito, que tem o podre alto poder/ Quanto tempo vamos seguir sem de fato agir?”, questiona a canção "Para Onde Vamos?", lançada recentemente, com grandes nomes da música brasileira pelo grupo Família pelo Clima, uma das organizações que participam das greves climáticas. A canção conta com intérpretes como Arnaldo Antunes, Zélia Duncan, Moreno Veloso, Céu, Zeca Baleiro, Chico Brown, Moska, Roberta Sá, Ná Ozzetti, MC Soffia e o coral do Projeto Guri. Segundo o compositor do single, Carlos Rennó, que a escreveu com Beto Villares, a música foi feita há nove anos, mas continua atual, já que os desastres ambientais não diminuíram – pelo contrário.
O fato das pessoas se surpreenderem que a canção tem nove anos diz muito sobre a sonolência da sociedade diante da destruição ambiental, do aquecimento global e o futuro desastroso que está por vir”, disse o autor, em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual.
Dirigido por Toni Vanzolini, o vídeo em preto e branco foi idealizado por Isabela Prata, membro do Famílias pelo Clima/Parents for Future Global. A música, que já tem legendas em alemão, espanhol e inglês, deve alcançar os grupos europeus ligados a greves climáticas, como o Fridays for Future e o Parents for Future.
Confira o clip aqui

O insustentável crescimento do digital

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digital está crescendo exponencialmente e sua pegada ecológica também. Com a proliferação de equipamentos e usos, isso não está prestes a parar.
Para ler o texto de Justin Delépine clique aqui

Marco Tullio Giordana: o cineasta como intérprete do seu tempo

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Quando jovem, no começo dos anos de 1970, o cineasta italiano Marco Tullio Giordana pensava em ser pintor. Mas numa viagem à França, onde visitou uma exposição de Francis Bacon, seu ídolo, desistiu. Ele conta que saiu do museu tão deprimido por acreditar que não podia aprender a pintar como Bacon que ficou procurando uma ponte para se jogar dela. Passou por várias, até que em uma estava uma equipe de cinema fazendo uma filmagem. Como eles falavam em sua língua, se aproximou e começou a observar. Tratavam-se de Marlon Brando e Bernardo Bertolucci filmando O último tango em Paris. “Eu fiquei impressionado de ver todas aquelas pessoas juntas, porque no cinema nunca estamos sozinhos. Pintar é muito solitário. Fazer um filme não é. Bertolucci acabou me salvando”, diverte-se, lembrando da história algumas décadas depois.
Para ler o texto de Alysson Oliveira clique aqui

Isabel dos Santos: como é que ela construiu um império

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A transferência de 115 milhões de dólares de uma conta da Sonangol, depositada no Eurobic, para uma empresa offshore no Dubai é o caso mais documentado da investigação que está a ser feita há oito meses por um consórcio internacional de jornalistas. Percurso da filha do ex-Presidente angolano passou por mais de 400 empresas. Há nomes portugueses envolvidos no caso. 
Para ler o texto de Luísa Pinto clique aqui

Leia "Luanda Leaks: Isabel dos Santos desviou milhões da Sonangol"  clicando aqui

Leia "Isabel dos Santos terá transferido 115 milhões da Sonangol para o Dubai" de Luísa Pinto clicando aqui

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