domingo, 15 de setembro de 2019

"Entro no teu corpo árvore felina..." - Casimiro de Brito

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Entro no teu corpo árvore felina
como quem visita um templo
vegetal uma ilha impregnada
pelas especiarias mais raras
do sol e do mar. Ascendo em bocas
que bebem a minha seiva em dunas
que me lavam e queimam
humildes. Armas tão frágeis
as que temos: o mel a saliva o
sêmen. Caminho na luz obscura
com as mãos vazias
de quem nasce de novo.

Casimiro de Brito

"As elites políticas são irresponsáveis aceitando tudo que Bolsonaro diz"

O cientista político Cristóbal Rovira Kaltwasser.

Especialista em política comparada e populismos, o cientista político chileno Cristóbal Rovira Kaltwasser acredita que Bolsonaro possa ser reeleito "não por seus méritos, mas porque a oposição segue debilitada".
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Ideologia de gênero

Drauzio Varella*

Folha de S. Paulo, 15/09/2019

Nos dias de hoje, demagogos se apropriaram do preconceito social
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Mal começamos a entender a diversidade sexual humana, vozes medievais emergiram das catacumbas para .
Como nunca vi esse termo mencionado em artigos científicos nem nos livros de psicologia ou de qualquer ramo da biologia, fico confuso.
Suponho que se refiram a algum conjunto de ideias reunidas por gente imoral, para convencer crianças e adolescentes a adotar comportamentos homossexuais. Será que devo a heterossexualidade à inexistência dessa malfadada ideologia, nos meus tempos escolares? Caso existisse, eu estaria casado com homem?
Embora disfarcem, o que esses moralistas de botequim defendem é a repressão do comportamento homossexual que, sei lá por que tormentos psicológicos, lhes causa tamanho horror.
Para contextualizar a coluna de hoje, leitor, não falarei de aspectos comportamentais ou culturais, resumirei apenas alguns fenômenos biológicos ligados à sexualidade, uma vez que a diferenciação sexual é fenômeno de altíssima complexidade em que estão envolvidos fatores hormonais, genéticos e celulares.
Até a quinta semana de gestação, o embrião é assexuado. Só a partir da sexta semana é que as gônadas começam a se diferenciar. Se houver desenvolvimento de ovários, eles secretarão predominantemente estrogênios; se forem testículos, a produção predominante será de testosterona. Digo predominante, porque pelo resto da vida homens também produzirão estrogênios; e mulheres, testosterona, embora em pequenas quantidades.
Variações nesse delicado equilíbrio hormonal modificam os caracteres sexuais secundários, a anatomia dos genitais e o comportamento sexual.
Por outro lado, o conceito de que o sexo seria definido pela presença ou ausência do cromossomo Y é uma simplificação. Muitas vezes, os cromossomos sexuais não se distribuem igualmente entre as células do embrião. Da desigualdade, resultam homens com células XX em alguns órgãos e mulheres com cromossomos XY.
Talvez você não saiba, caríssima leitora, que fetos masculinos liberam células-tronco XY que cruzarão a placenta e se alojarão até no cérebro de suas mães, para sempre.
Quando a genética é levada em conta, as fronteiras sexuais ficam ainda mais nebulosas. Há dezenas de genes envolvidos na anatomia e na fisiologia sexual. A multiplicidade de interações entre os dominantes e os recessivos torna mais complexa a diversidade sexual existente entre homens, bem como entre mulheres, e faz surgir áreas de intersecção que tornam problemático para algumas pessoas definir sua sexualidade dentro dos limites impostos pela ordem social.
Como deveríamos então definir o sexo de cada indivíduo? Pelo binário dos cromossomos XX e XY? Pelos genes, pelos hormônios ou pela anatomia genital? O que fazer quando essas características se contrapõem?
Segundo Eric Vilain, diretor do Centro de Biologia Baseada em Gênero, na Universidade da Califórnia: “Na falta de parâmetros biológicos, se você quiser saber o sexo de uma pessoa, o melhor é perguntar para ela”.
Esses conhecimentos passam ao largo de grande parte da população. Para muitos, a homossexualidade é uma opção de gente sem vergonha. Repetem esse absurdo porque são ignorantes, sem a menor noção das raízes biológicas e comportamentais da sexualidade.
O argumento mais elaborado que conseguem usar como justificativa é o de que a homossexualidade não é fenômeno natural. Outra estupidez: relações homossexuais têm sido documentadas pelos etologistas em todas as espécies de mamíferos, e até nas aves, únicos dinossauros que sobreviveram à catástrofe de 62 milhões de anos atrás.
Assim como a heterossexualidade, a homossexualidade se impõe. Não é nem pode ser questão de escolha. É possível controlar o comportamento, mas o desejo sexual é água morro abaixo.
Nos dias assustadores em que vivemos, em que que vomitam com ares de sabedoria, vários demagogos se apropriaram do preconceito social, para criar a tal “ideologia de gênero”, com o pretexto de defender a integridade da família brasileira. Partem do princípio de que assim ganharão mais votos, uma vez que os iletrados são maioria num país de baixa escolaridade, infelizmente.
Mandar recolher livros e disputar a primazia do combate a essa ideologia cretina e sem sentido é apenas uma demonstração de arrogância preconceituosa tão a gosto dos pobres de espírito.

*Médico cancerologista, autor de “Estação Carandiru
Fonte: Aqui

40 anos de 'Apocalypse Now': assim foi o set mais selvagem da história


Tudo que podia dar errado na rodagem saiu pior. Mergulhamos na brumosa, esquizofrênica e arriscada história de uma gestação cinematográfica nunca igualada. 

Para ler o texto completo de Juan Sanguino clique aqui 


Uma conversa com Martin Parr

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Martin Parr é um homem amável. Talvez seu comportamento composto - e um tanto abrupto - venha do fato de ele ter participado de cerca de 50 entrevistas nas últimas três semanas, ou de ter tido mais de 50 anos de experiência em seu campo. No entanto, uma coisa é certa: desde que ele pegou uma câmera pela primeira vez aos 13 anos de idade, ele continuou a fazer um trabalho que é britânico por natureza. 
Para ler sua entrevista clique aqui



THE WORLD OF OPERA - "O mio babbino caro" de Giacomo Puccini"

Resultado de imagem para THE WORLD OF OPERA - "O mio babbino caro" composed by Giacomo Puccini

Para assistir à interpretação de  "O mio babbino caro" por The World of Opera clique no vídeo aqui

E se parássemos de fingir?


O apocalipse climático está chegando. Para nos prepararmos, precisamos admitir que não podemos impedi-lo. 
Para ler o texto completo de Jonathan Franzen clique aqui

Grada Kilomba: "O colonialismo é a política do medo. É criar corpos desviantes e dizer que nós temos que nos defender deles"

A artista portuguesa Grada Kilomba.

Artista multidisciplinar portuguesa, cuja exposição 'Desobediências Poéticas' está em cartaz na Pinacoteca de São Paulo, questiona as representações de arte e conhecimento.
Para ler o texto completo de Joana Oliveira clique aqui

As máquinas produzem obras que valem milhões, mas elas podem superar a criatividade humana?


O texto que você está lendo foi gerado por mão e mente humanas. É bom esclarecer, afinal, tem muito robô escrevendo comentário, post e até livro por aí. A era digital criou um arquivamento e um acesso tão rápido a massas enormes de imagens e dados que os computadores, com algoritmos e códigos, estão produzindo até pinturas e filmes. 
Para ler o texto completo de Luiza Pollo clique aqui

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