sexta-feira, 3 de abril de 2020

"Silêncio e palavra" - Thiago de Mello

Brisa & Ventania


Silêncio e palavra

A couraça das palavras
protege nosso silêncio
e esconde aquilo que somos.
Que importa falarmos tanto
apenas repetiremos.
Ademais, nem são palavras.
Sons vazios de mensagem,
são como a fria mortalha
do cotidiano morto.
Como pássaros cansados,
que não encontraram pouso
certamente tombarão.
O tempo madura a fruta,
turva o fulgor da esperança.
Na suavidade da treva
urde o resplendor da rosa.
Mas não ensina a palavra
de pétalas de esmeralda
que o homem noturno espera
florescer da nossa boca.
Se mãos estranhas romperem
a veste que nos esconde,
acharão uma verdade
em forma não revelável.
(E os homens têm olhos sujos, não podem ver através)
Chegará quem sabe o dia
em que a oferenda dos deuses
dada em forma de silêncio,
em palavras transformaremos.
E se por ventura a dermos
ao mundo, tal como a flor
que se oferta – humilde luz –,
teremos então cumprido
a missão que é dada ao poeta.
E como são onda e mar,
seremos homem e palavra.

Thiago de Mello

Um autêntico manifesto ético-estético em louvor da vida, bem como um alerta – cheio de esperanças – na condição humana da palavra face aos horrores do mundo e o registro do silêncio, por meio de sua ambiguidade.

O manifesto pela renúncia


O dano cultural, social, econômico, espiritual, moral e agora sanitário que a farsa política deste governo vem causando ao país e sua imagem não tem paralelo na história brasileira. 
Para ler o texto de Flavio Aguiar clique aqui

Leia "Movimentos sociais lançam propostas para enfrentar crise do Covid-19 e pedem saída de Bolsonaro" de Bia Barbosa clicando aqui

Leia "Bolsonaro e seus robôs: como funciona a propagação de fake news sobre coronavírus" de Marina Duarte de Souza clicando aqui

Leia "Brasil: Mídia golpista perde de vez a vergonha e abre caminho para o fascismo miliciano" de Paulo Cannabrava Filho clicando aqui

Leia "Jair Bolsonaro e Donald Trump no espelho: o narcisismo dos ressentidos" de Luiz Gonzaga Belluzo clicando aqui

Leia "Jair Bolsonaro: um perigo para os brasileiros" clicando aqui

Leia "Epidemias e a queda do céu" de Angela Pappiani clicando aqui

Leia "Isolamento social em tempos de pandemia torna a casa ainda mais perigosa para a mulher" Entrevista com Jacqueline Pitanguy clicando aqui

Leia "Pandemia implodirá a Segurança Pública?" de Almir Felitte clicando aqui

Leia "Contra a pandemia, a opção solidária" clicando aqui

Leia "Governo não sabe o que é um pobre ou a economia real" Entrevista com Marcio Pochmann clicando aqui

Leia "Covid-19: o Brasil vai finalmente tributar seus ricos?" de Chantal Rayes clicando aqui


Coline Serreau : O mundo está de cabeça pra baixo, mas começa a pôr as ideias no lugar

Coline Serreaus na SACD em 3 de dezembro de 2019 (SACD/LNFHOTOGRAPHERS)

O governo enfrenta a epidemia da melhor maneira possível... Mas as posturas bélicas são muitas vezes ineficazes diante das forças da natureza. Os vírus são seres poderosos, capazes de modificar nosso genoma, vamos tratá-los, se não com respeito, pelo menos com modéstia.
Para ler o texto de Coline Serreau clique aqui

Leia "Crise do coronavírus: o colapso iminente" de Tomasz Konicz clicando aqui

Leia "A Quarentena, o desencanto e os homens de gravata" de Claudio Medeiros e Victor Galdino clicando aqui

Leia "Os desequilíbrios sociais do contágio" de Carlo Petrini clicando aqui

Leia "A epidemia ensina que a chave para resolver problemas são os nossos comportamentos" Entrevista com Leonardo Becchetti clicando aqui

Leia "A corrida pelo desemprego e a terceira revolução digital" de Federico Rampini clicando aqui

Leia "2020: o ano zero de uma nova sociedade" de David Barrado Navascués clicando aqui

Leia "Decrescimento, uma alternativa" de Iosu Perales clicando aqui

Leia "Neoliberalismo contaminado" de Michel Husson clicando aqui

Leia "O panóptico do coronavírus rastreia seus contatos" de Matilde Sánchez clicando aqui

Leia "Poder, igualdade, nacionalismo: como a pandemia remodelará o mundo" de Simon Tisdall clicando aqui

Leia "''Ondas do mesmo mar'': Poesia e diplomacia no surto do coronavírus" de  Egas Moniz Bandeira clicando aqui

Pink Floyd - "The Great Gig In The Sky"

Pink Floyd - The Great Gig In The Sky (PULSE Restored & Re-Edited ...
Pink Floyd - Breathe (In The Air) [PULSE Restored & Re-Edited ...

Filmado ao vivo em 20 de outubro de 1994 em Earls Court, Londres, Reino Unido. Restaurado e reeditado em 2019 a partir das gravações originais e colocado na internet em abril de 2020. 
Para assistir à interpretação de "The Great Gig In The Sky" pelos Pink Floyd clique no vídeo aqui

Filmes para desembrutecer o coração


Uma seleção de cenas para iluminar os dias e noites de confinamento — e apostar em saídas para a crise planetária. Epifanias profanas e estados de graça — sem resvalar para autoajuda –, de cineastas como Fellini, Kubrick e Almodóvar. 
Para ver a seleção de José Geraldo Couto clique aqui



10 filmes e documentários para assistir durante a quarentena do coronavírus 

Em tempos de isolamento social, é importante nutrir o corpo e a mente e, quem sabe, mudar comportamentos. Selecionamos alguns filmes sobre questões ambientais sensíveis que nos fazem refletir sobre como melhorar a nossa relação com o planeta. 
Para ver a seleção do Greenpeace clique aqui

(Arte/Carta Maior)

Cinema em casa em tempos de coronavírus (IV) 

Amenizar a solidão e a mesmice trazidas pelo regime de quarentena e o consequente confinamento obrigatório é necessário. (Que os genocidas do Planalto se calem e se retirem.) Criar e estabelecer uma nova rotina para as próximas semanas também. A companhia de filmes de diversas origens e com temas variados pode ajudar a aproveitar esse tempo inquietante e incerto de agora com lazer e reflexão. 
Para ver a seleção de Léa Maria Aarão Reis clique aqui



Nós, os confinados

Lançado na plataforma Vimeo, 'Me Cuidem-se - Um Filme-processo' sai na frente para refletir - em ambos os sentidos - sobre nossa vida no isolamento social. 
Para ler o texto de Carlos Alberto Mattos clique aqui

Tempos modernos", de Charles Chaplin, ainda tão atual

"Tempos Modernos" (1936) de Charlie Chaplin 

Um operário de uma linha de montagem, que testou uma "máquina revolucionária" para evitar a hora do almoço, é levado à loucura pela "monotonia frenética" do seu trabalho. Após um longo período em um sanatório ele fica curado de sua crise nervosa, mas desempregado. Ele deixa o hospital para começar sua nova vida, mas encontra uma crise generalizada e equivocadamente é preso como um agitador comunista, que liderava uma marcha de operários em protesto. Simultaneamente uma jovem rouba comida para salvar suas irmãs famintas, que ainda são bem garotas. Elas não tem mãe e o pai delas está desempregado, mas o pior ainda está por vir, pois ele é morto em um conflito. A lei vai cuidar das órfãs, mas enquanto as menores são levadas a jovem consegue escapar.
Para ver o filme (1:26h) clique no vídeo aqui

Metropolis (1927) - [HD] Legendado completo (Multi sub) - YouTube

"Metropolis" (1927) de Fritz Lang 

“Metropolis” é um filme alemão de ficção científica lançado em 1927 e dirigido pelo cineasta austríaco Fritz Lang. Foi, na época, a mais cara produção até então filmada na Europa, e é considerado por especialistas um dos grandes expoentes do expressionismo alemão.
Em 2026 (100 anos após a produção do filme), ricos industriais governam a grande cidade de Metropolis da torre de complexos arranha-céus, enquanto uma classe inferior de trabalhadores e moradores subterrâneos trabalham constantemente para operar as máquinas que fornecem seu poder.
Para ver o filme (2:30h) clique no vídeo aqui


Capital, pandemia e os papéis do feminismo


Ultraliberais querem decidir quem vive ou morre. A maioria — com raça, gênero e classe social segregadas — amarga o medo e a exclusão. É a necropolítica, descrita pelo filósofo Achile Mbembe. Mas brecha da mudança foi aberta… 
Para ler o texto completo clique aqui

A distopia da aceleração está a caminho?


Pandemia é laboratório para antigo plano das corporações do Vale do Silício: a massificação da educação e trabalho à distância. Com a vida mediada pelas plataformas digitais, aumenta o perigo de vigilância e superexploração do tempo. 
Para ler o texto de Rafael Evangelista clique aqui

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