sábado, 7 de dezembro de 2019

"Eu sei, não te conheço mas existes" - Joaquim Pessoa

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Eu sei, não te conheço mas existes

Eu sei, não te conheço mas existes. 
por isso os deuses não existem, 
a solidão não existe 
e apenas me dói a tua ausência 
como uma fogueira 
ou um grito. 

Não me perguntes como mas ainda me lembro 
quando no outono cresceram no teu peito 
duas alegres laranjas que eu apertei nas minhas mãos 
e perfumaram depois a minha boca. 

Eu sei, não digas, deixa-me inventar-te. 
ao é um sonho, juro, são apenas as minhas mãos 
sobre a tua nudez 
como uma sombra no deserto. 
É apenas este rio que me percorre há muito e deságua em ti, 

Porque tu és o mar que acolhe os meus destroços. 
É apenas uma tristeza inadiável, uma outra maneira de habitares 
Em todas as palavras do meu canto. 

Tenho construído o teu nome com todas as coisas. 
tenho feito amor de muitas maneiras, 
docemente, 
lentamente 
desesperadamente 
à tua procura, sempre à tua procura 
até me dar conta que estás em mim, 
que em mim devo procurar-te, 
e tu apenas existes porque eu existo 
e eu não estou só contigo 
mas é contigo que eu quero ficar só 
porque é a ti, 
a ti que eu amo. 

Joaquim Pessoa

Cid Benjamin denuncia: Bolsonaro vai tentar um golpe de estado


"Quando Bolsonaro e os porta-vozes mais próximos – entre os quais os filhos boquirrotos – acenam repetidamente com uma reedição do AI-5 não estão cometendo destemperos verbais. Não se trata de coincidência, mas da criação das condições políticas para uma tentativa de implantação de uma ditadura", afirma o jornalista, que é também vice-presidente da Associação Brasileira de Imprensa. 
Para ler o texto de Cid Benjamin clique aqui

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O extremo-centro engana-bobo

07/12/2019



 Leandro Demori

Acho muito fofo esse movimento que prega a necessidade de um centro moderado. É como se fossem almas puras que apenas querem salvar o próprio traseiro e poder gritar "eu não votei nele" – seja "ele" alguém como Bolsonaro ou um petista. Vocês não acham fofo? Eu acho fofo. Leiam esse texto da Folha e voltem depois pra terminar de ler a news desse sábado.
Leram? Então lá vamos nós com algumas questões.
Quem são os nomes desse centro que os autores pregam como a salvação do país? O texto não diz. Mas sobretudo – e disso eles fugirão – a quem eles se aliarão quando chegar a hora de largar o teclado no ar condicionado e percorrer as ruas implorando por votos? Ou acham possível eleger qualquer nome desse centro místico sem abraçar a esquerda ou a extrema direita no Brasil de hoje?
Não, não é possível. Quem serão seus aliados? Isso eles não falam. Como o artigo sequer menciona Bolsonaro – mas cita “Lula” emblemáticas 13 vezes – eu só posso exercitar a imaginação.
Note que isso tudo é apenas retórica intelectual pura sem qualquer lastro na realidade. Vivemos em um país polarizado, sim, e é com esse país que temos que lidar porque, ora, a polarização não vai sumir e ninguém fará os polos desaparecerem para abrir caminho para esse centro lúdico.
Esse centro, já deu pra ler bem, não existe. O nome desse centro que os autores pregam é "conservadorismo", e tem lá um toque de Itália dos anos 90: chama um animador de auditório pra resolver a parada. Um animador de auditório que, real ou figurado, vai defender o capital, que faz parte da concentração de renda, que é "liberal na economia e conservador nos costumes", que acaba sempre em "bolsodoria" ou algo do tipo porque é esse o menu para daqui a menos de um ano, quando teremos eleições municipais.
Ou, como disse o Fernando Barros, "os ideólogos de Huck estão na praça, gastando tinta para emplacar o telepopulismo liberal de centro moderado". Não sou tão otimista: de centro esse movimento não tem nem o cheiro.
Sabem por que que nenhum dos pregadores do centro salvador ousa levantar nomes? Porque o centro visível no Brasil das nossas ruínas vai de Rodrigo Maia à Jandira Feghali (e passa por Gilmar Mendes). São essas as pessoas que realmente estão trabalhando para conter a barbárie, para barrar as insanidades de Jair e de seu delegado de polícia de estimação, o ex-juiz.
É mais fácil – e até libertador – para esses intelectuais acreditarem na "terceira via", essa mística que ronda a política brasileira há décadas, o cavaleiro branco que aparece e salva todos sem sujar as mãos. Uma mentira, porque ele não apenas não terá essa força sem se aliar a um dos polos, como também sujará as mãos.
Já que não nos dão pistas de que rosto teria esse suposto centro, eu vou gastar um parágrafo para tentar adivinhar.
Samuel Pessôa, um dos que assinam o artigo na Folha, por exemplo, é sócio de uma empresa chamada Reliance. Essa empresa é do grupo Julius Baer, um banco suíço notório por seu trabalho que consiste basicamente em: esconder em paraísos fiscais o dinheiro dos ultra ricos do mundo. O banco Julius Baer ficou mundialmente famoso quando operou contra a liberdade de publicar documentos e derrubou na justiça o site Wikileaks por duas semanas depois que jornalistas expuseram documentos internos com indícios de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. O site voltou ao ar, o banco pagou mais de meio bilhão de dólares para não ser investigado nos EUA, e as acusações contra a fonte dos documentos – um ex-funcionário – foram consideradas inválidas. Pessôa pode dizer que sou contra o modo como ele ganha seu dinheiro. Não sou. Quero apenas saber que apito toca o dinheiro dos ideólogos do novo centro brasileiro. Um exercício de transparência que seu banco-patrão tanto odeia.
Todos lembram o destino do centro de 2018. O Partido Novo virou base de apoio de Bolsonaro. O PSDB virou Bolsodoria. Se estão abraçados ao capitão de hospício, não são de centro. É esse o mesmo centro que pregam Pessôa e seus companheiros? Se não é, qual seria? Pelo artigo, não podemos saber. No mundo real, onde se disputa votos para vencer uma eleição, na hora do pega pra capar, dirão que Bolsonaro (ou qualquer outro do seu tipo) "tem uma chance de ouro de ressignificar a política do Brasil”, como disse o centrista Luciano Huck? Se repudiam essa ideia, devem gritar mais alto, porque não dá pra ouvir.
Parece fácil escrever que é preciso “retomar diálogo para evitar radicalismos e reencontrar equilíbrio”, se afastando dos polos como se fossem duas doenças incuráveis contra as quais, escrevendo artigos ilusórios em jornais, os autores nos receitam a cura. Então que saiam da toca de modo claro: a quem devemos confiar nossos votos? Quem é o novo fenômeno que em três anos fará 60 milhões de votos para derrotar o PT, o Bolsonaro e o diabo que seja? Estamos ouvindo. Enquanto isso não acontecer, sigam tomando o cafezinho dos imaculados que, daqui da calçada, podemos ver seus mindinhos em riste. Até engana um pouco. Mas só um pouquinho.

Crianças nascidas no Iraque perto de base militar norte-americana têm 'deformidades congênitas graves'

Um soldado do Exército dos EUA passa pelos muros de Camp Adder, na Base Aérea de Tallil, em 2 de dezembro de 2011.

Passados mais de quinze anos desde a invasão norte-americana ao Iraque, em 2003, um novo estudo descobriu uma conexão entre o atual nascimento de bebês com deformidades congênitas graves e a continuidade da presença militar americana no local. O relatório, emitido por uma equipe independente de médicos pesquisadores e publicado no periódico Environmental Pollution, examinou as anomalias congênitas registradas em bebês iraquianos nascidos nas proximidades da Base Aérea de Tallil, operada por uma aliança militar estrangeira liderada pelos EUA. Segundo o estudo, os bebês que apresentavam anomalias congênitas graves – incluindo problemas neurológicos, doença cardíaca congênita e paralisia ou ausência de membros – também apresentavam em seus corpos altos níveis de um composto radioativo chamado tório. 
Para ler o texto de Murtaza Hussain clique aqui

Leia "Uruguai no século XXI: Nada nos é estranho" de Julio Calzada clicando aqui

Leia "O que um DNA de 200 anos nos conta sobre um revolucionário francês assassinado?" de Erin Blakmore clicando aqui

Leia "Maneiras de viver" de Joshua Sperling clicando aqui

"O Real Resiste" - Arnaldo Antunes

Resultado de imagem para O Real Resiste - Arnaldo Antunes

O clipe com a canção “O real resiste”, de Arnaldo Antunes, que fala e mostra cenas de violência policial e disseminação de preconceitos no Brasil, foi retirado da programação da TV Brasil, emissora do governo federal. De acordo com informações do BuzzFeed, funcionários da TV pública que pediram para não ser identificados, afirmaram que o clipe foi alvo de censura exatamente por tratar de temas considerados sensíveis ao governo federal. “Miliciano não existe. Torturador não existe. Fundamentalista não existe. Terraplanista não existe. Monstro, vampiro, assombração. O real resiste. É só pesadelo, depois passa”, diz a música de Arnaldo Antunes.
Para escutá-la clique no vídeo aqui

Scorsese com 'efeito Marvel': seria a fonte da juventude no cinema?

Robert De Niro em cena de "O Irlandês", antes e depois do uso da tecnologia de-aging - Reprodução

Quando os personagens de Robert De Niro e Joe Pesci se encontram pela primeira vez em "O Irlandês", Pesci chama De Niro de "kid" [criança], embora os dois atores em cena tenham 76 anos. A chegada do épico gângster de 3 horas e meia na Netflix já seria notícia, mas colocou o tão falado filme de Martin Scorsese ainda mais em evidência pela mágica do rejuvenescimento que se vê na tela. Não se trata de FaceApp, que fez quase toda a internet se ver mais velho com apenas um clique, nem o esquema conhecido de maquiagem que deu nos últimos anos o Oscar de melhor ator para Gary Oldman e Daniel Day-Lewis, que engordaram e envelheceram na tela em "O Destino de uma Nação" e "Lincoln", respectivamente. De alguma forma, ainda estamos falando de maquiagem, só que digital.
Para ler o texto completo de Tiago Dias clique aqui

Treze obras-primas da cultura que foram massacradas quando lançadas

Autorretrato no museu Van Gogh de Amsterdam.

Discos, pinturas, filmes ou livros que hoje são peças fundamentais foram no passado maltratados pelos críticos e ignorados pelo público. Esta é a história de alguns deles. 

Para ler o texto de Eduardo Bravo clique aqui

LIVRO - Feminismo popular y revolución: entre la militancia y la antropología: antología esencial / Mercedes Olivera

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La antología que aquí se presenta es una colección de textos que fueron escritos a lo largo de toda una vida. A través de su lectura, podemos conocer la situación en que vivían los pueblos originarios de México hace décadas e incluso cientos de años, cómo las mujeres eran y son discriminadas y enajenadas, o qué caminos considera Mercedes Olivera que debe tomar la Antropología o la metodología feminista para que las mujeres logren su autodeterminación. 
Para ter acesso ao conteúdo completo deste livro (820 páginas) clique aqui

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