sábado, 29 de junho de 2013

Em pé de guerra: cidade e transumância

A breve reflexão que propomos visa tematizar uma articulação específica entre corpo e urbanismo; em concreto, pretendemos sublinhar como o acto do caminhar, compreendendo uma inolvidável condição antropológica, se torna igualmente apto a tecer uma ampla crítica ao modo como as cidades têm sido pensadas e reconfiguradas. Encetamos o nosso périplo através de uma análise fenomenológica do caminhar e de como tal exercício activa e pressupõe uma abertura corpórea ao mundo; de seguida, abordamos alguns desenvolvimentos recentes no urbanismo e na tecnologia que introduziram a erosão do andar a pé e do próprio espaço público como lugar de encontro fortuito com o outro; rematamos o texto precisando e valorizando a actualidade do caminhar como necessidade e prática estética subversiva de apropriação dos territórios urbanos.
 Dêmos o primeiro passo assinalando o óbvio: qualquer ser humano, em condições normais, possui a capacidade inata de se deslocar recorrendo às suas próprias pernas. Desde que não haja percursos dévios, somos capazes de nos movermos a cerca de cinco quilómetros por hora em qualquer direcção, varando distâncias e acidentes geográficos. Assim como Édipo perante a adivinha da esfinge, saibamos que a criança que gatinha vai conquistando a sua autonomia a partir do momento em que se aventura no equilíbrio precário das suas duas pernas e até que a velhice tolha e entreve essa liberdade.
Para ler o texto completo de Tiago Mesquita Carvalho clique aqui


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